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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

ARGENTINA REITERA QUE PUNIRÁ QUEM BUSCAR PETRÓLEO NAS MALVINAS


A Argentina irá punir empresas e executivos envolvidos na exploração do petróleo nas Malvinas, reiterou o recém-nomeado secretário do governo para o arquipélago, Daniel Filmus, em uma entrevista publicada nesta segunda-feira no The Guardian.

"Vamos aos tribunais internacionais", assegurou Filmus, o primeiro titular da secretaria, criada no final de dezembro pelo governo de Cristina Kirchner.

"Aquele que não obtiver autorização (da Argentina) não só irá enfrentar consequências administrativas, mas também a prisão", disse.

A Argentina aprovou em dezembro uma emenda à lei de hidrocarbonetos que prevê penas de prisão e multas milionárias para os executivos e empresas envolvidas, sem a permissão argentina, na exploração de petróleo no arquipélago do Atlântico sul.

Londres respondeu na ocasião que "as leis nacionais argentinas não valem nas Malvinas" e criticou as "táticas de intimidação" de Buenos Aires.

Sobre o novo cargo que ocupa, Filmus disse ao jornal inglês que mostra "a importância que o governo atribui ao problema das Malvinas".

"Há poucas questões na Argentina que despertam um apoio sincero de todas as forças políticas, mas também da população em geral", declarou ao The Guardian.

A Argentina reivindica o arquipélago, localizado a 500 km da costa da Patagônia e a 14.000 km de Londres, sob controle britânico desde 1833.

O ditador argentino Leopoldo Galtieri ordenou em 1982 uma invasão às ilhas que levou a uma guerra que causou 900 mortes entre os dois lados e a derrota dos argentinos.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

MALVINAS PROVOCAM CONFRONTO ENTRE POLICIAIS E EX-MILITARES


Ex-soldados querem ser considerados veteranos de guerra; 24 foram presos
Ex-soldados argentinos que pedem para ser reconhecidos como veteranos da Guerra das Malvinas entraram nesta terça-feira em confronto com a polícia durante um protesto na Avenida Nove de Julho, a principal de Buenos Aires. Os militares aposentados arremessaram pedras contra os policiais, que responderam com gás lacrimogêneo. Pelo menos 24 manifestantes foram detidos. Ao menos três policiais ficaram feridos, afirmou a TV local.

Os manifestantes pedem para ser reconhecidos como veteranos de guerra porque cumpriam o serviço militar obrigatório quando começou o conflito entre Argentina e Grã-Bretanha pelas Malvinas, em 1982. Eles foram deslocados para o sul do país, região próxima ao arquipélago, mas não chegaram a participar de combates.

"Há anos estamos reivindicando, de forma pacífica. Trabalhamos, nos reunimos, e esclarecemos permanentemente nosso projeto”, disse Jorge Cañete, um dos manifestantes. “Não podemos fazer projetos internacionais quando há projetos internos que ainda não foram resolvidos. Nós não somos ex-combatentes, mas somos participantes. Somos parte da história”, argumentou.

Protesto – Os manifestantes, vários deles vestidos com os tradicionais uniformes do Exército, tinham fechado a Avenida Nove de Julho, na noite de segunda-feira. Na manhã desta terça, eles deixaram o trânsito fluir, mas, duas horas depois, voltaram a interromper a via.

Os confrontos começaram depois de os policiais tentarem expulsar os manifestantes com um caminhão-pipa, a cerca de 400 metros do Obelisco. Segundo Jorge Cañete, a reação policial foi "exagerada". Ele afirmou que "é a primeira vez que é realizado um ato, reprimido brutalmente".
O protesto coincide com um momento de tensão entre a Argentina e Grã-Bretanha pela soberania das ilhas, quando se aproxima o 30º aniversário do início da guerra na qual morreram quase 900 pessoas. O conflito, vencido pelos britânicos, ocorreu entre abril e junho de 1982.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

LONDRES TAMBÉM ENVIARÁ SUBMARINO NUCLEAR ÀS MALVINAS, APONTA JORNAL INGLÊS


A Marinha britânica enviará um submarino nuclear às Malvinas em plena escalada de tensão com a Argentina pela disputa da soberania das ilhas. A informação é do jornal inglês Daily Mail.

Em resposta à informação publicada no jornal, uma porta-voz do Ministério da Defesa britânico se limitou a afirmar que nunca foi divulgada informação sobre o envio dos submarinos. 

A notícia foi publicada depois que o governo informou há poucos dias que enviará nos próximos meses às Malvinas o destroier HMS Dauntless, uma embarcação de guerra equipada com mísseis antiaéreos de alta tecnologia.

Segundo o Daily Mail, trata-se de um submarino tipo Trafalgar, que pode ser o HMS Tireless ou o HMS Turbulent e deve estar nas águas das Malvinas até o mês de abril. O mês marca  30 anos do conflito que gerou uma guerra entre o Reino Unido e Argentina pela soberania das ilhas.

O desdobramento, de acordo com o jornal, foi aprovado pelo primeiro-ministro, David Cameron, e tem a intenção de proteger as ilhas de uma ação militar argentina. De acordo com a informação, no submarino viajarão técnicos que falam espanhol para escutar comunicações de rádio marítimas na região.

Segundo o Ministério da Defesa britânico, o envio do destróier HMS Dauntless estava programado há um ano e não está vinculado à escalada da tensão entre os dois países. O HMS Dauntless, que substituirá a fragata britânica HMS Montrose, é um dos seis novos destróieres Tipo 45 com que a Marinha do Reino Unido conta e está equipado com um avançado sistema de navegação que dificulta sua detecção por radar.

O anúncio de seu desdobramento coincide com a presença do príncipe William nas ilhas. Ele chegou na quinta-feira para realizar um treinamento como copiloto de helicópteros de resgate. A presença do neto da rainha Elizabeth II nas ilhas é particularmente sensível para a Argentina, que reivindica a soberania das Malvinas desde janeiro de 1833.

Guerra das Malvinas - Em 1982, os dois países entrarem em guerra pela posse das Malvinas, um conflito que começou depois que os militares argentinos ocuparam as ilhas em 2 de abril daquele ano e terminou dois meses depois, em 14 de junho, com a rendição argentina. As relações anglo-argentinas atravessam um momento de forte tensão depois que vários países latino-americanos decidiram bloquear a entrada de navios com bandeira das ilhas em seus portos.

(Com agência EFE)