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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

IGREJA USA DÍZIMO PARA CONSTRUIR CASAS PARA SEM-TETO


Para oferecer moradia aos fiéis que não têm onde morar a igreja Assembleia de Deus Ministério Lagoinha, em Araruama (RJ) está construindo casas usando o dinheiro do dízimo e das ofertas.

A decisão partiu do pastor Fábio Mendonça, que também é sargento da Polícia Militar da 25ª CIA em Cabo Frio, que participa das construções.

Três pedreiros também estão envolvidos nesse projeto, eles trabalham voluntariamente aos finais de semana para oferecer casa para os fiéis mais carentes. Até o momento quatro casas já foram construídas e agora os voluntários estão trabalhando em quatro quitinetes que devem ficar prontas até 12 de outubro.

Duas dessas casas serão entregues para duas senhoras que dormem na igreja por não terem onde ficar. "Fui amparada na hora que mais precisei, hoje tenho a segurança de um lar", disse Andréa Silva Rocha, uma das beneficiadas do projeto.

Apesar de todo o esforço, o pastor afirma que recebe muitas críticas de outros pastores. "Alguns pastores me perguntaram se eu não estava 'arrumando' muito trabalho. Se Deus pensasse no trabalho que o ser humano dá a Ele em relação à desobediência a seus princípios, não teria feito o mundo", disse ele para a rádio 93 FM.


"Tudo que fazemos na vida pode nos gerar problemas, você não compra um carro, por exemplo, pensando que o pneu pode furar um dia, mas no benefício que você vai ter com o veículo."

Mendonça ainda mandou um recado para as igrejas, dizendo que é preciso se atentar para as necessidades dos fiéis. "Há igrejas em que a maioria dos membros não possui necessidades financeiras, mas sempre há os que precisam de ajuda espiritual e aqueles que precisam de ajuda material."

(***) FONTE: Gazeta Social



quarta-feira, 12 de junho de 2013

PAPA CONFIRMA 'LOBBY GAY' E CORRUPÇÃO DENTRO DO VATICANO



Religiosos latino-americanos divulgaram conversa privada com Francisco

O papa Francisco confirmou a existência de um “lobby gay" e de um “esquema de corrupção” dentro do Vaticano em uma reunião privada com padres latino-americanos, informou nesta quarta-feira a rede BBC. Os religiosos divulgaram um comunicado sobre a conversa no site chileno Reflexión y Liberación, que está fora do ar.

Segundo o comunicado, o papa teria falado abertamente sobre os problemas enfrentados pelo Vaticano. O pontífice teria dito aos religiosos latino-americanos que “há homens bons e sagrados na administração, mas também há corrupção”.

“É verdade, existe”, teria dito o papa Francisco à delegação em relação ao chamado “lobby gay”. Antes da renúncia do papa emérito Bento XVI, em fevereiro, a imprensa italiana afirmou que havia um grupo de religiosos homossexuais dentro do Vaticano que atuavam em prol de seus interesses pessoais através de chantagens. Alguns jornais sugeriram que o lobby influenciou a renúncia de Bento XVI. O Vaticano negou todos os rumores na época.


Nesta quarta, o Vaticano também se negou a comentar o comunicado da organização, conhecida pela sigla CLAR (Confederación Latinoamericana y Caribeña de Religiosos y Religiosas). Em seguida, o grupo pediu desculpas pela divulgação da conversa com o papa.

terça-feira, 20 de março de 2012

REFLEXÕES SOBRE RELIGIOSIDADE E CRETINICE



De: Francisco Bendl
Em: Tribuna da Internet
O Blog da Tribuna tem colocado ultimamente assuntos que versam sobre fé e/ou religião para serem discutidos pelos participantes. Considero essa intenção salutar, oportuna, interessante e inevitável. Podemos ler, assim, opiniões as mais variadas a respeito de um tema ainda polêmico, que gera debates acalorados, discussões intermináveis e aumento das cisões entre a maioria, portanto, um tópico que deveria servir às análises mais comedidas se transforma em acusações e maledicências!
A grande confusão se estabelece na mistura que se faz de uma fé professada com as religiões, em princípio. Desta forma, os ateus escancaram seus preconceitos contra os que acreditam em Deus e seguem uma doutrina e, os que se dizem agnósticos (a turma de cima do muro), ora concordam ora discordam dos crentes e dos ímpios.
Não quero encerrar o assunto, ao contrário, mas a verdade é que NINGUÉM SABE NADA DE NADA! Considero muita pretensão algumas pessoas quererem se dizer conhecedoras da vida, se sequer sabem as razões pelas quais estão vivas. Mais a mais, o ser humano para o próprio ser humano é uma incógnita, capaz de nos trazer as maiores esperanças de um mundo melhor como culpado das maiores desgraças.
Acusar as religiões, principalmente a Católica, como causadoras de mortes, a Inquisição, e símbolos que tornam as pessoas dependentes, trata-se de um conceito simplório, destituído de qualquer condição para análises mais aprofundadas e apropriadas à questão.
O problema, então, não são as doutrinas, a fé em Deus ou até mesmo os ateus, mas o HOMEM! As Religiões foram e são um produto do homem. Não fosse desta forma, como explicar as barbaridades e as crueldades cometidas em uma guerra, por exemplo? Vamos acusar Deus? Diremos que os culpados são os que não acreditam Nele? Ou vamos ser lógicos e admitir que, em certas circunstâncias, o ser humano liberta a besta dentro de si? Que ainda não nos dominamos, que não nos controlamos, que desconhecemos as nossas reações? Pois o que isso tem a ver com a fé ou doutrina?
E os políticos que não deixam de participar de nenhuma festa religiosa para estarem no meio do povo demagogicamente e roubam os cofres públicos, legislam em causa própria, locupletam-se desonestamente? A culpa é de quem, do Deus, das religiões ou deste homem inescrupuloso? Ou ele seria ateu, fingindo-se de crente?
Nós somos ainda dominados pela cobiça, inveja, pelo que temos e reunimos de pior, rasteiro, sentimentos negativos. Tanto faz crente como ateu, a verdade é que queremos aproveitar o momento, o prazer, a satisfação de se ter dinheiro, viajar, ser melhor do que os outros.
Neste mundo de consumismo tresloucado, de sexo irresponsável, da falta de respeito, de políticas criminosas e mentirosas, de homens desonestos, causa-me espécie ver a infrutífera tentativa de se transferir a culpa desse comportamento ignóbil à fé em Deus e às religiões, vamos e convenhamos, que é cretinice!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

VATICANO REVELA UMA ESPÉCIE DE WIKILEAKS DENTRO DA IGREJA


Documentos vazados pela imprensa querem denegrir o papa, diz porta-voz
O porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, denunciou nesta terça-feira a existência de uma espécie de Wikileaks na Igreja - em referência ao site de Julian Assange responsável por divulgar documentos sigilosos da diplomacia dos EUA. Lombardi se refere ao vazamento de documentos do Vaticano que, segundo sua opinião, tentam desacreditar a Igreja.

"Hoje temos de ter coragem, porque ninguém pode se surpreender com nada. A administração americana teve o Wikileaks e o Vaticano tem agora seu Leaks, seu vazamento de documentos, que tendem a criar confusão e desconcerto e oferecer uma má imagem do Vaticano e do governo da Igreja", afirmou, em uma nota divulgada pela Rádio Vaticano.
O porta-voz se referia ao vazamento de documentos vaticanos a meios de comunicação italianos sobre duros enfrentamentos entre membros da Cúria, o planejamento de um atentado contra Bento XVI e a gestão do IOR, o banco vaticano. Lombardi afirmou que quem acredita que com estes vazamentos desanima o papa e a renovação da Igreja "se equivoca e se engana", e pediu calma, sangue frio e muito uso da razão, que de acordo com ele "falta em muitos meios de comunicação".

Imagem da Igreja - Além disso, o porta-voz diz que são documentos de natureza diferente, de épocas diferentes, apontamentos sobre questões jurídicas e sobre como pode ser melhorada a gestão do Governatorato, o governo que administra o estado da cidade do Vaticano, e que é normal que existam opiniões diferentes. O grave, de acordo com Lombardi, é que são misturadas todas as informações e é transmitida uma imagem "que cria confusão". Segundo ele, o objetivo das filtragens é desacreditar a Igreja em seu compromisso de lutar contra a pederastia e garantir a transparência do funcionamento de suas instituições.

Nos últimos dias, a imprensa italiana publicou diferentes documentos internos do Vaticano. O jornal Il Fatto Quotidiano publicou uma matéria revelando um complô para matar o papa no final de 2012, que tinha sido citado pelo cardeal de Palermo, Paolo Romeo, durante uma viagem à China em novembro de 2011. Uma rede de televisão publicou cartas enviadas pelo atual núncio nos Estados Unidos e ex-secretário geral do Governatorato, o arcebispo Carlo Maria Vigano, a Bento XVI na qual denunciava a "corrupção e má gestão" na administração vaticana.

(Com agência EFE)

domingo, 15 de janeiro de 2012

IGREJA UNIVERSAL DIZ QUE SEXO ORAL SÓ É PECADO “CASO O ORGASMO SEJA ALCANÇADO”



Veja o que diz o site oficial da Igreja Universal do Reino de Deus sobre o sexo oral:
É pecado caso o orgasmo seja alcançado por meio dessa prática. Isso porque, semelhantemente ao que ocorre no sexo anal – quando o reto recebe uma introdução estranha à sua natureza -, a boca foi feita exclusivamente para falar e receber o alimento.
Isso não impede, no entanto, que, durante o início da relação – mais conhecido como preliminares -, o casal realize a prática como um carinho, para que ambos sejam estimulados a alcançar o ápice. Não faz diferença se for introduzido na boca um órgão genital, um dedo da mão ou do pé, desde que o momento de maior prazer sexual aconteça por meio do método reprodutivo básico dos seres humanos.

CLIQUE AQUI para conferir a página original

OS CRIMES DOS PAPAS QUE PROTEGERAM OS PEDÓFILOS



(***) Deu no JBF

Centenas de vítimas, em todo mundo, alguns deles deficientes auditivos, denunciam, a todo instante, que foram molestadas por padres e freiras pedófilos que os atacaram sexualmente enquanto estavam sob os seus cuidados. Agrava-se a atrocidade quando se constata que os criminosos ficaram impunes, debaixo do manto protetor de inúmeras autoridades eclesiásticas. O mais aterrador é que entre os suspeitos pelo acobertamento estão o cardeal alemão Joseph Ratzinger, atual Papa Bento 16, e o seu antecessor o polonês Karol Józef Wojtyła, o respeitadíssimo João Paulo II


“E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma grande pedra de moinho e que fosse lançado no mar” – Jesus, Novo Testamento (Marcos 9:42)

O jornal Espanhol El Pais, fala em “Uma bancarrota moral” e o Jornal Alemão Der Spiegel, sugere a renuncia do conterrâneo Joseph Ratzinger, o Papa Bento 16, algo que só aconteceu na Igreja católica há 700 anos, quando o padre Celestino V renunciou, por problemas políticos do Vaticano.
Há quem busque no livro do apocalipse os sinais do fim dos tempos. Pode ser exagero, mas quem poderia imaginar que chegasse o dia, em não mais se confiar em deixar um filho, ou filha, sob os cuidados de um Padre ou freira?
Há muito que aqui e ali, pululam denuncia de pedofilia entre padres e freiras da Igreja Católica. Os casos eram tratados como escândalos passageiros e resolvidos nos subterrâneos das Igrejas, sempre longe dos olhos dos fieis.
De repente, o mundo tomou consciência, que o volume dessas atrocidades era maior do que podia se imaginar. Como uma epidemia as vítimas foram brotando sem controle, denunciando o sofrimento da violação e frustração de verem os seus algozes serem protegidos pelas autoridades eclesiásticas em todo mundo.

Arthur Budzinski, hoje com 61 anos, é o menino de olhar triste, circulado, que posa com sua turma na escola de São João, para Surdos em São Francisco, foi um dos 200 meninos surdos que foram molestados pelo Padre Lawrence Murphy
Alguns falam pela linguagem dos sinais, pois são surdos-mudos, talvez escolhidos como vítimas ideais, por não poderem verbalizar de imediato o vexame do estupro.
A maioria das vítimas estavam sob a guarda da Igreja, em instituições de apoio e ensino. As famílias entregaram, em confiança, os seus filhos aos seus monstruosos algozes travestidos de religiosos, tranqüilas de que lá eles estariam seguros e seriam encaminhados pelos caminhos da fé cristã.
Não se pode deixar de compreende a indignação e frustração das vítimas e familiares, de após os crimes, não terem tido o apoio mais elementar dos lideres religiosos da Igreja Católica, desde os bispos das suas comunidades até o sucessor de São Pedro, o Bispo de Roma, o Papa, o chefe maior da Igreja Romana.
Por ter atingido o Papa Bento 16, flagrado em contundente postura de prevaricação a crise atual, tomou o caminho do descontrole. Mas se alongarmos os horizontes, veremos que emerge do pântano toda a cadeia hierárquica da Igreja, espalhada pelo mundo.

O lodaçal se espalhou com um rastilho, com centenas de padres praticantes de pedofilia, molestando inocentes em todo planeta e Bispos, Cardeais e Papas dispostos a acobertá-los.
Todos os relatos são cruéis, chocam não só qualquer cristão, mas qualquer humano. Os fatos deixam sem rumos os católicos praticantes descrentes em seguir as orientações dos seus líderes religiosos e espirituais.
Alguns dogmas da Igreja como a infalibilidade do Papa, o celibato dos Padres e Freiras, estão em xeque.


Charge de Riber Hansson, Suiça, Sydsvenskan 

A situação da Igreja Católica, na atualidade, fragiliza-se cada vez mais por insistir em manter a mesma postura viciada de fazer “qualquer coisa” para preservar sua imagem pública, mesmo que para isso passe por cima da moralidade, do respeito e do amparo aos desvalidos, um dos mais fundamentais princípios cristãos.
A Igreja culpa a imprensa pelos seus males e tenta abafar o clamor de milhares de molestados em todo mundo dizendo-se vítima de uma terrível conspiração.
Na verdade, a Igreja afastou-se dos ensinamentos de Jesus, ocupada em gerir os seus bancos, o seu poder político, a vaidade dos seus dirigentes pomposos. Esquecendo-se de proteger e dar sua vida como exemplo, para o rebanho que lhe coube pastorar. 


“E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma grande pedra de moinho e que fosse lançado no mar” – Jesus, Novo Testamento (Marcos 9:42)

O italiano João Maria Mastai Ferretti, o Papa Pio IX, através da bula papal “Pastor Aeternus” tornou o Papa infalível, por Medida Provisória. Segundo a teologia católica essa prerrogativa é exercida quando o Papa, como sucessor de Pedro, pronuncia- se, manifesta-se, opina, “ex- cathedra”, ou seja, investido do da autoridade Papal, em matéria de fé e moral.
É verdade que as acusações do “The New York Times”, apontam contra Joseph Ratzinger, quando ainda não era Bento 16, portanto sem a infalibilidade, embora já tivesse a responsabilidade de mandar investigar e punir os religiosos que transgredissem contra o Código Canônico.
Mas não precisava ser tão falível. Segundo o jornal americano, que exibiu documentos e cópias de correspondências do Vaticano e de missivas das famílias desesperadas denunciando os fatos ao Papa, que nunca as respondeu.


Ratzinger não respeitou a moralidade, a dignidade humana, os incapazes e os indefesos, quando deu guarida ao padre americano Lawrence Murphy (foto) , que abusou durante anos de 200 meninos surdos em Wisconsin (EUA), apesar de advertido e informado pelo arcebispo de Milwaukee, Rembert Weakland.
Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, explicou recentemente que o Vaticano decidiu não castigar Murphy porque “Padre Murphy era idoso e tinha saúde debilitada”, mas nada disse sobre as vítimas e suas familías. Na quinta-feira (25) algumas vítimas do padre Murphy protestaram contra o papa a poucos metros da Praça de São Pedro, em território italiano.
“Bento 16, como chefe da congregação, ignorou diversos pedidos de três bispos para expulsar do clero o abusador em série Lawrence Murphy”, dizia um dos cartazes. Os manifestantes foram presos pela polícia quando falavam com jornalistas. Mais tarde foram libertados.
Não tardou e mais abusos maciços de crianças surdas-mudas, isso precisa ser estudado sociológica e psicologicamente, submergiram, tendo como cenário a Itália, debaixo das barbas papais: entre 1955 e 1984 (por quase 30 anos) nos Institutos Antonio Provolo de Verona (Itália), vários educadores religiosos dessa instituição de caridade católica para crianças com problemas auditivos abusaram de dezenas de vítimas, meninos e meninas, todas surdos-mudos.
Trata-se do escândalo mais grave de pederastia clerical conhecido na Itália, e já havia sido revelado há um ano pela revista “L’Espresso”, que documentou dezenas de sevícias, algumas delas cometidas inclusive sob o altar e no confessionário. A denúncia foi assinada por 67 ex-alunos, embora se acredite que as vítimas possam ser muito mais.
Os abusados citaram 25 padres e religiosos como supostos pedófilos: 13 deles ainda vivem e sete continuam alojados no instituto.


O Bispo Dom Giuseppe Carraro, já falecido e atualmente em processo de canonização, é um dos 25 sacerdotes que estão sendo acusados de pedofilia. Bruno, um dos ex-alunos, do Instituto Antonio Provolo, para surdos-mudos, contou contou à revista L’Espresso: “Dois sacerdotes levaram-me ao palácio episcopal Provolo e me deixaram sozinho com ele [d. Carraro]. Era 1959 e eu tinha 11 anos. Eu fui sodomizado pelo bispo, que tentou fazer jogos sexuais comigo. Foi uma experiência terrível.”

Segundo “L’Espresso”, nenhum dos acusados foi afastado ainda do centro escolar, frequentado por centenas de crianças e jovens. O único expediente de expulsão foi aberto contra um padre que relatou à revista os abusos que havia cometido.
Mas o escândalo não tem fim, desde o início de 2010, pelo menos 300 pessoas acusaram padres católicos da Alemanha de abuso sexual ou físico.


O irmão do Papa Bento 16, Monsenhor Georg Ratzinger, de 86 anos, disse que deu tapas no rosto de alunos em uma escola alemã onde foi diretor do coral, mas que não tinha consciência da brutalidade da disciplina aplicada na escola, nem conhecimento dos abusos sexuais.

Entre as acusações, está o abuso de mais de 170 crianças por padres em escolas jesuítas, além de casos dentro de um coral de meninos, “Regensburger Domspatzen”, ou Pardais da Catedral de Regensburg, dirigido durante 30 anos pelo monsenhor Georg Ratzinger, irmão do papa.
Em março, o padre Peter Hullermann, que foi condenado por molestar crianças quando servia na Arquidiocese de Munique e Freising, foi suspenso de suas funções após violar uma proibição de trabalhar com menores.
No último dia 22, a diocese de Regensburg confirmou novas acusações contra quatro padres e duas freiras, em casos que teriam ocorrido nos anos 70.
O problema alastrou-se pelo mundo, no ano passado, dois documentos que examinaram acusações de pedofilia entre clérigos irlandeses relevaram a profundidade do problema no país, com casos de abuso, acobertamentos e falhas hierárquicas envolvendo milhares de vítimas durante várias décadas.
Um dos documentos mostrou que quatro arcebispos de Dublin fizeram vista grossa para casos de abuso ocorridos entre 1975 e 2004.
Quatro bispos renunciaram e toda a hierarquia da Igreja irlandesa foi convocada ao Vaticano para depor pessoalmente diante do papa Bento 16.
Em meio a isso, um novo escândalo veio à tona neste mês de março com a informação de que o chefe da Igreja Católica Irlandesa, cardeal Sean Brady, estava presente em reuniões realizadas em 1975, quando crianças fizeram um voto de silêncio sobre reclamações contra um padre pedófilo, Brendan Smyth.
Ainda neste mês de março, bispos da Holanda pediram uma investigação independente diante de mais de 200 acusações de abuso sexual de crianças por padres, além de três casos ocorridos entre 1950 e 1970.
Inicialmente, as acusações envolviam a escola do mosteiro de Don Rua, no leste da Holanda.
Mas a divulgação do escândalo fez surgir dezenas de novas alegações de supostas vítimas em outras instituições do país.

Charge de Mike Scott – NewJersey/Newsroom.com 


- Papa, este padre continua molestando-me
- Pobre criança, venha, eu vou te proteger

Em Salzburgo, Suiça, o chefe de um mosteiro local renunciou ao cargo após confessar ter abusado de um menino há 40 anos, quando ele era monge.
Uma comissão formada pela Conferência dos Bispos da Suíça em 2002 vem investigando acusações de abuso envolvendo religiosos do país.
Este mês, um membro da comissão, o abade Martin Werlen, disse em uma entrevista que cerca de 60 pessoas fizeram acusações sobre casos que teriam ocorrido nos últimos 15 anos.
Um padre do cantão de Thurgau foi preso sob suspeita de abuso sexual de menores.


O Papa João Paulo II abençoa o seu amigo o padre pedófilo, Marcial Maciel, amizade que lhe impede a beatificação

O escândalo sexual da Igreja Católica, na mesma proporção e pelos mesmos motivos, chegou até ao então intocável Karol Wojtyła, João Paulo II: O jornal espanhol El Pais, afirma que o Papa falecido, ainda não foi beatificado devido à amizade e proteção que concedeu ao padre Marcial Maciel, fundador da ordem dos “Legionários de Cristo”.
Maciel o líder de um dos mais bem-sucedidos movimentos do novo catolicismo não foi só um notório pederasta e viciado em drogas. Também teve filhos -pelo menos quatro, talvez seis- com várias mulheres, e impôs a toda a organização um quarto voto de silêncio para se proteger de denúncias. Um de seus antigos colaboradores o acusa inclusive de ter envenenado seu tio-avô, o bispo Guízar, nos anos 30, depois de ser descoberta suas investidas sexuais no seminário.
João Paulo II, recebeu centenas de denúncias, sobre os desvios do padre Maciel. O pontífice as desprezou. Maciel era um de seus preferidos. Enchia praças e estádios de futebol nas viagens do líder católico pelo mundo e trazia generosas doações para a Igreja.

Alberto Dines no seu Observatório da Imprensa comenta:
É preciso lembrar que Maciel não era apenas um pecador (na linguagem religiosa), criminoso (em termos jurídicos) ou um tarado (em linguagem corrente) – era um militante político de extrema importância. A ordem dos Legionários de Cristo (fundada em 1941) era o braço armado da direita católica. Prosperou durante a longa ditadura franquista na Espanha e expandiu-se no Novo Mundo apoiada por uma igreja identificada com o que havia de mais conservador no espectro político.


Maciel foi punido a ter uma vida “uma vida reservada de oração e penitência, renunciando a qualquer forma de ministério público”, até morrer em 2008, em Huston, nos EUA, com 90 anos

Para complicar a já tão complicada situação da Igreja, além do clamor dolorido das vítimas, que puseram a boca no mundo pela benevolência de Bento 16, agora entravam em cena auto proclamados filhos e mulheres de Maciel, reclamando atenção e direitos.
Em Madrid vive uma filha de Maciel, em luxuosos apartamentos na Calle de Los Madroños, chama-se Norma Hilda que inclusive cursou sua carreira na Universidade Francisco de Vitoria em Madri, propriedade dos “Legionários de Cristo” e fez um pacto de silêncio em troca de uma pensão vitalícia concedida pelo Vaticano.
Quem selou o acordo e cuidou de que a rocambolesca história acabasse aí foi o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, nos primeiros dias de fevereiro do ano passado. O dinheiro não foi obstáculo. Há décadas que em ambientes hostis o grupo de Maciel é conhecido com ironia como os Milionários de Cristo.
Animado pelo sucesso do engano maquinado em Madri, Bento 16 tomou outra decisão com a esperança de abafar o escândalo. Ordenou que a investigação se estendesse a toda a organização.
O que não se poderia prever seria a enxurrada de notícias sobre a vida secreta de Maciel, agora sem controle possível. Para culminar, um advogado mexicano de prestígio, José Bonilla, ganhou uma ação contra a Igreja para uma das vítimas do padre Maciel, submetido a abusos sexuais aos 3 anos em um colégio dos legionários.


O advogado José Bonilla, que representa os filhos do padre Macel Maciel, e um dos seus clientes o herdeiro do padre o jovem José Raúl Gonzales Lara.

O advogado Bonilla, agora representa três dos auto proclamados filhos de Maciel, em busca de reconhecimento legal e indenizações. Trata-se de três homens, irmãos, de nacionalidade mexicana. O advogado afirma que Maciel teria outros três filhos, além da espanhola Norma Hilda. Outro filho viveria em Londres, e uma sexta filha morreu em um acidente de trânsito quando ia apanhar seu pai em um aeroporto de Paris.
Os bispos visitadores que estão há quase um ano investigando as instituições e colégios dos Legionários de Cristo não revelam suas averiguações, mas recentemente foram convocados a Roma para apresentar a Bento 16 um primeiro relatório.
José Martínez de Velasco, redator-chefe da agência de notícias afirma as primeiras denúncias sobre abusos sexuais em escolas da Legião chegaram ao Vaticano na década de 1950, durante o pontificado de Pio 12, também paternal protetor do padre mexicano.
Desde a dissolução dos jesuítas, em 1773, por Clemente 14, forçado pelos reis da França, Espanha, Portugal e das duas Sicílias – por motivos de poder, portanto -, a Igreja Católica não havia enfrentado um caso igual.
A sujeira envolvendo violência sexual contra crianças, algumas delas surdas-mudas, por infindáveis anos, em várias partes do planeta, sob a proteção silenciosa e cúmplice, de alguns Papas, parece atingir a Igreja Católica no seu âmago.
O pior é que Bento 16, ele mesmo acusado de não ter atuado com diligência quando comandava a Congregação para a Doutrina da Fé, não parece hábil o suficiente para soerguer a Igreja secular que foi fundada por um discípulo de Jesus, o pescador Pedro, o primeiro Bispo de Roma, o primeiro Papa da Igreja Católica. Espera-se uma intervenção Divina, para salvar o Catolicismo, se é que Deus, envergonhado não tenha abandonado a Igreja Romana.


Domingo de Páscoa, no balcão da Igreja de São Pedro, o Papa Bento 16 abençoa os fiéis. Como acreditar na pregação de um homem que protegeu pedófilos?