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quinta-feira, 10 de maio de 2012

GOVERNO TERÁ OBSERVATÓRIO PARA CRIMES CONTRA JORNALISTAS



Do Globo – A Secretaria Nacional de Direitos Humanos criará um observatório para acompanhar as investigações de atentados cometidos contra jornalistas. A decisão foi anunciada pela ministra Maria do Rosário, após encontro com representantes do setor na tarde desta quinta-feira.
A Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), além da associação que representa comunicadores que atuam em blogs, também pediram a federalização dos crimes contra profissionais da imprensa, em razão do aumento progressivo das ocorrências sem resposta.
Rosário admitiu a gravidade dos atentados contra jornalistas, mas ponderou que a federalização dos crimes depende de projeto de lei. Salientou também que a demanda será analisada em conjunto com o Ministério da Justiça, no âmbito da classificação de atentados contra jornalistas, execuções ou tentativas de execução, como crimes contra os direitos humanos.

terça-feira, 1 de maio de 2012

70% DOS ASSASSINATOS DE JORNALISTAS NO BRASIL FICAM IMPUNES



Aproximadamente 70% dos assassinatos de jornalistas registrados no Brasil nos últimos vinte anos ficaram impunes, segundo levantamento da organização americana Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).
O caso mais recente é o do repórter de política e blogueiro Décio Sá, baleado em um restaurante no dia 23 em São Luís (MA). Sá trabalhava no jornal O Estado do Maranhão, da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB).
O CPJ contabilizou 20 assassinatos de jornalistas entre 1992 e 2012 no Brasil, sendo que 14 não foram punidos. Outros seis foram parcial ou totalmente esclarecidos e seus culpados punidos. O Brasil foi classificado pelo comitê em 11º lugar entre os países onde há mais impunidade contra profissionais da imprensa.
“Os crimes contra jornalistas continuam sendo um dos principais problemas que a imprensa enfrenta nas Américas”, afirmou em nota Gustavo Mohme, da Sociedade Interamericana de Imprensa, após a morte de Sá.
O levantamento da CPJ, entretanto, já está desatualizado. A organização contabilizou em 2012 apenas o assassinato do jornalista Mário Randolfo Marques Lopes, em Vassouras (RJ), em fevereiro. Não foram incluídos no estudo a recente morte de Sá e os assassinatos do radialista Laécio de Souza, da rádio Sucesso FM, de Camaçari (BA), ocorrida em janeiro, e do repórter do Jornal da Praça e do site Mercosulnews, Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, em Ponta Porã (MS), em fevereiro.

sábado, 14 de janeiro de 2012

TEM RATAZANAS SOLTAS NO SENADO



O “ataque” de um rato a uma servidora da secretária-geral do Senado nesta semana levou a Casa a promover uma desratização e dedetização ontem. A servidora está sob observação médica desde que teve o pé mordido pelo roedor. A secretária-geral da Mesa, Claudia Lyra, divulgou ontem nota informando todos os servidores sobre as medidas preventivas.
Ficarão interrompidas as atividades de seu gabinete e das secretarias de coordenação legislativa do Senado e do Congresso, que ficam próximas ao local onde o animal entrou em ação. As atividades serão retomadas às 10 horas da segunda-feira.
Senado e Câmara estão em período de recesso parlamentar. Os trabalhos serão retomados no dia 2 de fevereiro.
(**) O Estado de S. Paulo

BRASIL É O SÉTIMO PAÍS MAIS PERIGOSO PARA JORNALISTAS



Relatório do INSI (International News Safety Institute) diz que o Brasil é o sétimo país mais perigoso para jornalistas. Foram 5 mortes em 2011, dentre as 124 contabilizadas durante o ano em 40 países.
A Sociedade Interamericana de Imprensa contabilizou apenas 4 mortes no Brasil durante o mesmo período – o que não livrou o país de figurar como terceiro país mais perigoso para jornalistas na América Latina, atrás apenas de México (onde o narcotráfico é responsável pela maioria dos assassinatos) e de Honduras.
No Rio Grande do Norte, em Caicó, perdemos o grande radialista e jornalista Francisco Gomes, “F. Gomes”, 46, assassinado na calçada da sua casa, atingido por três disparos, em outubro de 2010.

NEPOTISMO: DOS SOBRINHOS DO PAPA AOS PARENTES DE BEZERRA



O caso do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, chama atenção pela desenvoltura, mas o fato é que o nepotismo, nossa palavra da semana, está tão entranhado na política brasileira que, mesmo ilegal, aguarda transformações culturais mais profundas para poder ser combatido com eficiência.

A palavra existe em português desde o século 18, o que significa dizer que por muito tempo a prática vicejou sem nome por todos os cantos da maior das colônias portuguesas, impulsionada pelo escravagismo, pelo patrimonialismo e pelo predomínio da ética do favor sobre a ética do trabalho. Descende – provavelmente após uma tabelinha com o termo francês nepotisme (1653), que por sua vez tinha ido buscá-lo no italiano nepotismo – do latim nepos, nepotis, um vocábulo que guarda certa margem de ambiguidade: pode significar tanto “sobrinho” quanto “neto”.

De todo modo, historicamente, nepotismo surgiu na língua italiana para designar o regime de privilégios usufruído na hierarquia da Igreja Católica pelos sobrinhos de certos papas – sobrinhos e não netos, porque, pelo menos teoricamente, papas não deviam tê-los. No início do século 19, a palavra já era empregada em sentido mais amplo, para denunciar o favorecimento a parentes de poderosos fora da Igreja também.

sábado, 10 de setembro de 2011

DIA DA PÁTRIA E DO PROTESTO



O poeta Mao-Tse-Tung, líder da revolução que fez da China o país rival do Império Norte-Americano, lançou no início do movimento, em1933, a palavra-de-ordem: “A caminhada dos mil quilômetros começa com um passo”.
É o que lembra a Marcha Contra a Corrupção que o povo brasileiro realizou no dia 7 de setembro, cansado da roubalheira e, principalmente, da impunidade instituída para os ladrões do dinheiro público.
Esta atitude patriótica começou sem juntar grandes multidões, embora se multiplicando por mais de 50 cidades do País e reunido na capital federal mais de 20 mil pessoas.
Os protestos carimbaram na agenda presidencial a crescente indignação popular diante do tsunami de imoralidade política. Mostrou-se uma expressão coletiva que conseguiu aglutinar diferentes bandeiras – da reforma agrária e greves do professorado, até as denúncias de quebra de promessas governamentais às vítimas de catástrofes de norte a sul.
Teve outra visão midiática: não se tingiu nem de esquerda nem de direita, apesar de tentativas dos extremistas de ambos os lados em transformar a espontaneidade popular em ação política. Restaram para essas minorias, acusações recíprocas de controlar a agitação.
O apartidarismo das concentrações – todas, sem exceção – mostrou que a luta contra a corrupção não pertence a ninguém, e, por isso, oferece as condições objetivas para crescer e se multiplicar na medida em que a mobilização seja mais organizada na origem, a Internet, responsável pela arregimentação do 7 de setembro.
É por isso que os atos públicos fizeram do Dia da Pátria o Dia do Protesto; um processo que foi a expressão cidadã da coletividade, vibrante e esperançosa contra a desfaçatez dos governantes que desviam as verbas públicas e os interesses da população.
Encontramos entre pessoas politizadas um grito angustiante e ensurdecedor; de poucos, é verdade, mas todos armados de autêntico patriotismo e amor pela liberdade. O pequeno número de manifestantes agigantou-se diante do governo, e transmite coragem às pessoas retraídas e ainda receosas de retaliações do poder.
Entre os que se retraem, se reprimem e sonegam o sentimento de repulsa à corrupção, muitos são (ou eram) participantes dos movimentos sociais, sindicatos e entidades estudantis, cujos dirigentes foram cooptados pelo PT-governo.
Não demora muito, porém, que os honestos, aqueles que não se lambuzam nas falcatruas da administração pública, certamente mudarão de lado.
São esses descontentes que, encorajados, engrossarão as próximas marchas anticorrupção e se somarão aos lutadores contra os escândalos que se sucedem no âmbito do Governo Federal, como também nos governos dos estados brasileiros e milhares de governantes municipais em todo país.
E certamente novas e atrativas bandeiras, pelo Julgamento dos Mensaleiros, a CPI da Corrupção e o Fim do Voto Secreto, serão hasteadas ao vento da esperança que sopra sobre o povo brasileiro.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Marco regulatório da mídia não tem aprovação de Dilma



Após as denúncias da revista Veja, segundo a qual o ex-ministro José Dirceu mantém gabinete paralelo ao governo em hotel de Brasília, o Partido dos Trabalhadores trouxe à tona ideia de um marco regulatório para a mídia, e imediatamente despertou a oposição à iniciativa. O embrião da proposta foi elaborado pelo ex-ministro das Comunicações, Franklin Martins.

Embora seja do mesmo partido que propõe o projeto, a presidente Dilma Roussef não vê com bons olhos a ideia aprovada no 4º Congresso do PT. Em que pese ela não tratar do assunto publicamente, informações dos bastidores do Palácio do Planalto, informou de que ela repudia o princípio.

A posição da presidente sobre os meios de comunicação é a mesma que ela sempre manifestou, seja durante a campanha, seja depois de eleita”, disse um de seus auxiliares. Nas suas várias declarações sobre o tema, a presidente disse que o único controle de mídia que ela leva em consideração é o controle remoto, para mudar de programa na TV.