Hoje, 15 de novembro de novembro de 2011, comemora-se o 122º Aniversário da Proclamação da República Brasileira, que determinou o fim da Monarquia e início de um governo em que o representante seja um presidente eleito pelo povo.
No fim de 1880, o Brasil vivia em um sistema monárquico e estava sob comando de Dom Pedro II. As mudanças que estavam ocorrendo não condiziam com o sistema vigente: a Corte Portuguesa não se entendia com Dom Pedro II, que não se entendia com a Igreja Católica. Militares, imprensa, classe média e formadores de opinião andavam insatisfeitos com o Governo, e proprietários rurais queriam mais poder. Era mesmo o momento de romper com aquele sistema enfraquecido.
O Marechal Deodoro da Fonseca chefiou o movimento revolucionário pela República. Em 15 de novembro de 1889, foi dado o golpe de estado, com a ocupação do Quartel General do Rio de Janeiro e do Ministério da Guerra, onde todo o Gabinete foi deposto, assim como o Presidente do Ministério, Visconde de Ouro Preto. Era o início da República do Brasil.
Nos tempos de minha infância, esta data era comemorada nos colégios com sessões cívicas, horas de arte e peças teatrais – os dramas – alusivas ao fato histórico. No corrente ano, é apenas mais um motivo para novo feriadão, que começou na sexta-feira e só acabará amanhã, quarta-feira, já bem perto do sábado.
Para os que desejem relembrar ou até conhecer o Hino da Proclamação da República, composto por Medeiros e Albuquerque e Leopoldo Miguez.
Seja um pálio de luz desdobrado,
Sob a larga amplidão destes céus.
Este canto rebel, que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperanças de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou neste audaz pavilhão!
Mensageiro de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder,
Mas da guerra, nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
O Marechal Deodoro da Fonseca chefiou o movimento revolucionário pela República. Em 15 de novembro de 1889, foi dado o golpe de estado, com a ocupação do Quartel General do Rio de Janeiro e do Ministério da Guerra, onde todo o Gabinete foi deposto, assim como o Presidente do Ministério, Visconde de Ouro Preto. Era o início da República do Brasil.
Sob a larga amplidão destes céus.
Este canto rebel, que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperanças de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
Tenha havido em tão nobre País
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou neste audaz pavilhão!
Mensageiro de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder,
Mas da guerra, nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

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