quarta-feira, 27 de novembro de 2013

JORNALISTA E ESCRITOR JOÃO BATISTA MACHADO É O MAIS NOVO MEMBRO DA ANRL


A Academia Norte-rio-grandense de Letras terá uma cerimônia concorrida na noite de hoje (27), às 20 horas, com a posse do novo ocupante da cadeira 32: o jornalista e escritor João Batista Machado.

Com dez livros publicados e vasta experiência em redações e assessorias, ‘Machadinho’ sentará na cadeira cujo patrono é o ministro mossoroense Francisco Fausto, a mesma que pertenceu aos imortais Técio Rosado e João Batista Cascudo Rodrigues. “Recebo como uma homenagem que Academia faz à classe jornalística. Ela tem uma rica tradição em acolher jornalistas em seus quadros, por isso vejo como um julgamento de minha vida”, diz o laureado.

Saudado pelo jornalista Ticiano Duarte, também imortal da ANRL, João Batista Machado tem 70 anos e responde pelo setor de imprensa do Tribunal de Contas do Estado do RN (TCE). Natural de Assu, ele terá a companhia de colegas de profissão, como Sanderson Negreiros e do colunista de O Jornal de Hoje, Vicente Serejo, na instância máxima das letras potiguares. “Creio que esse prestígio dos jornalistas na Academia vem da notoriedade que alcançamos, principalmente quem é autor de livros”.

Um dos critérios para a escolha de novos integrantes é ter publicado pelo menos uma obra relevante para a história do Estado, como atesta o presidente da ANRL, o advogado e poeta Diógenes da Cunha Lima. “Além disso, uma comissão também observa os aspectos morais, antes de levarmos para a votação secreta. João Batista era um velho desejo da Academia, por sua capacidade de trabalho, organização, visão política e seriedade com que veicula suas matérias. Tanto que durante muito tempo Dinarte Mariz só dava entrevistas para ele”.

Entre as dez publicações que acumula na carreira, todas narrativas políticas, João Batista Machado destaca “1960: Explosão de Paixão e Ódio”, sobre a campanha mais famosa da historia do RN, com a vitória de Aluízio Alves sobre Djalma Marinho; e “Como se fazia um governador durante o Regime Militar”, trabalho único no Brasil em que os doze anos de eleições biônicas levaram gestores ao poder de forma direta, escolhida pelos militares – no Estado, na ordem, foram Cortez Pereira, Tarcísio Maia e Lavoisier Maia. Casado com a também jornalista Salésia Dantas e pai de dois filhos (do primeiro casamento), ‘Machadinho’ já fala nas primeiras ações do dia seguinte à posse. “Vou começar a escrever um livro de memórias”.


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