A TelexFREE
realizou neste final de semana uma conferência online em que o grande destaque
foi a participação do diretor de marketing, Carlos Costa. O executivo foi
tratado como uma verdadeira celebridade pelos líderes regionais da empresa, mas
pouco tocou em pontos polêmicos.
A
participação de Costa limitou-se a cerca de 20 minutos, em uma transmissão que
durou uma hora e meia. Em sua intervenção, o diretor evocou várias vezes Deus,
comparou a situação da TelexFREE às provações que os fiéis precisam enfrentar e
enfatizou sua confiança no retorno das operações.
“Estamos
chegando ao final de tudo isso”, afirmou. Segundo Costa, na próxima semana, os
advogados da TelexFREE apresentarão um novo laudo, detalhando as operações da
empresa para reafirmar sua posição de que não se trata de uma pirâmide
financeira, como acusa o Ministério Público do Acre, e sim de uma prestadora de
serviços de voz sobre IP (VoIP).
Costa não
forneceu, porém, mais detalhes sobre o que o relatório trará. “Vamos provar
tudo. Vocês vão se surpreender”, limitou-se a afirmar aos participantes da
conferência online.
Ele afirmou,
ainda, que mantém contatos com políticos de Brasília e do Acre, dispostos a
ajudá-lo a defender a empresa.
SEM POLÊMICAS
Segundo
Costa, os divulgadores da empresa não terão motivos para se sentir embaraçados
com as pessoas que convidaram para a rede da TelexFREE e que, agora, enfrentam
problemas com a interrupção das operações. “Em nome de Jesus, não é para você
passar vergonha”, disse à audiência.
Costa
evitou, porém, assuntos polêmicos, como as ações de divulgadores que tentam
receber o que a empresa lhes deve, a acusação do Ministério Público do Acre de
que a empresa seria uma pirâmide financeira, a relação da Ympactus, a empresa
que representa a TelexFREE no Brasil, com a sua correlata nos Estados Unidos,
ou de onde viriam os 660 milhões de reais que a companhia chegou a oferecer
como garantia para voltar a operar.
As informações são do Exame.com,
por Márcio Juliboni.

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